Datando de introdução

O Protegido de Rosby

2019.10.26 04:02 altovaliriano O Protegido de Rosby

Link: https://warsandpoliticsoficeandfire.wordpress.com/2016/02/19/heirs-in-the-shadows-the-ward-at-rosby/
Autores: GoodQueenAly; @BryndenBFish

Introdução
A Casa de Rosby nas Terras da Coroa pode não parecer, à primeira vista, dinasticamente importante entre os domínios senhoriais de Westeros. Chamada por Brienne de "pouco mais que um lugarejo à beira da estrada", Rosby é juramentada diretamente ao rei no Trono de Ferro, mas seus recursos e influência são, na melhor das hipóteses, regionais. Seu último senhor, Gyles, era notável apenas por seu perene mal-estar, e sua morte não gerou mais do que um aceno desdenhoso de mão feito pela Rainha Regente.
Não obstante, o Grande Meistre Pycelle duas vezes manifestou preocupação em relação ao protegido do falecido Lorde Gyles, e seus comentários devem ser lembrados. Embora Cersei possa ter desconsiderado displicentemente o protegido de Gyles Rosby como não sendo um problema sério na sucessão de um núcleo relativamente insignificante nas Terras da Coroa, ela poderá ter motivos para arrepender-se de tais sentimentos no futuro. De fato, Cersei pode descobrir que o protegido de Rosby é um inimigo mais firme do que ela jamais poderia imaginar - alguém cuja lealdade política contrasta fortemente com a dela.
[...]
Casa Rosby de Rosby
Um pouco de história sobre a própria Casa Rosby pode servir para contextualizar - e potencialmente prenunciar (foreshadow)- o problema da sucessão de Rosby enfrentado em O Festim dos Corvos. Rosby é uma Casa antiga, datando, no mínimo, da invasão dos Ândalos, sendo provavelmente mais antiga do que isso: o segundo rei Justman a governar as Terras do Rio incorporou Valdocaso, Rosby e o local onde futuramente seria Porto Real a seu Reino dos Rios e Colinas, enquanto o segundo rei Hoare fez os Rosbys vassalos dos homens de ferro. Talvez previsivelmente, dada a crueldade do rei Harren Hoare, os Rosbys estavam ansiosos para se livrar de seus senhores nascidos do ferro; Rosby foi uma das primeiras casas de Westeros a dobrar os joelhos para os Targaryen, rendendo-se a Rhaenys sem luta.
Os Rosbys permaneceram fiéis ao regime Targaryen, mas também não se intimidaram em demonstrar opiniões políticas independentes. Durante a Dança dos Dragões, por exemplo, Lorde Rosby, juntamente com Lorde Stokeworth, eram inicialmente apoiadores de Rhaenyra, mas ambos passaram a apoiar Aegon II (presumivelmente após Criston Cole atacar as casas que faziam parte dos "pretos" nas Terras da Coroa); Rhaenyra executou posteriormente os dois. Sua decisão, no entanto, não viria sem custo para ela mesma. Ao final da guerra, quando Rhaenyra fugiu de Porto Real sob o manto da escuridão, ela esperava encontrar abrigo e apoio entre seus senhores das Terras da Coroa. Em vez disso, encontrou os portões de Rosby firmemente fechados para ela, e o castelão de Stokeworth permitiu-lhe apenas uma noite de estadia.
A riqueza de Rosby não é grande, mas o que faz de Rosby um lugar com potencial importância estratégica é seu uso durante a guerra. Porto Real depende de importações para sobreviver. Durante o tempo de paz, a Campina e as Terras Fluviais servem como celeiros férteis para o bem-estar da capital. Entretanto, se uma delas – ou (que os Sete não permitam!) ambas - forem isoladas da cidade, Porto Real deve recorrer a Rosby e Stokeworth para se abastecer. Esses suprimentos limitados podem levar à escassez aguda de alimentos na capital, mas os alimentos fornecidos por Rosbys e Stokeworths seriam a única alternativa da capital contra a fome total.
O último homem a dominar essa casa menor-mas-notável foi Gyles Rosby. Durante a maior parte da Guerra dos Cinco Reis, Gyles serviu em grande parte como um observador quase invisível dos eventos na corte de Porto Real. Embora o príncipe Tommen tenha passado a Batalha da Água Negra abrigado com segurança atrás dos muros de Rosby, Lorde Gyles passou a batalha na Fortaleza Vermelha com Cersei, Sansa e as mulheres. Inesperadamente, no entanto (sem dúvida para ele, acima de tudo), Gyles chegou ao poder em O Festim dos Corvos: a Rainha Regente Cersei, profundamente desconfiada do potencial candidato dos Tyrell para o cargo de Mestre da moeda, preferiu nomear Lorde Gyles.
O cargo não era fácil, pior ainda com a tosse debilitante do senhor de Rosby. Assediado por um enviado do Banco de Ferro (a quem a coroa devia, e ainda deve, débitos enormes, os quais a coroa não pagará até que a Guerra dos Cinco Reis estiver definitivamente acabada), Lorde Gyles por fim viu a pressão do compromisso cobrar taxas elevadas de seu frágil sistema. Derrotado, Gyles acabou morrendo da tosse.
Gyles Rosby aparentemente nunca se casara e certamente nunca teve filhos legítimos. Então, quando o Lorde Tesoureiro morreu, a sucessão às terras de Rosby seria motivo de preocupação para seu suserano - a rainha regente, Cersei Lannister. Para surpresa do Grande Meistre Pycelle, no entanto, a rainha não parecia preocupada com a situação:
– E quanto a Lorde Gyles, não há dúvida de que o Pai no Céu o julgará com justiça. Não deixou filhos?
– Não há filhos de sua semente, mas há um protegido...
– ... que não é do seu sangue – Cersei ignorou aquele aborrecimento com um golpe de mão. (AFFC, Cersei IX)
Cersei ofereceu sua própria solução drástica: alegar que Lorde Gyles desejava deixar suas terras e propriedades para a Coroa, encher os cofres reais com a riqueza de Rosby e conceder ao castelo algum detentor leal (como seu amado almirante, Aurane Waters). O Grande Meistre Pycelle, no entanto, tinha reservas significativas à sugestão de que a coroa simplesmente deveria apropriar-se de Rosby e apresentou um potencial problema no estratagema de Cersei:
– Lorde Gyles adorava Vossa Graça de todo o coração – Pycelle disse –, mas... seu protegido...
No entanto, Cersei parecia despreocupada que o protegido representasse alguma dificuldade:
– ... sem dúvida irá compreender, depois de ouvir você falar do desejo expresso por Lorde Gyles ao morrer. Vá, e cuide do assunto. (AFFC, Cersei IX)
As míopes maquinações políticas de Cersei enquanto regente não são o assunto deste ensaio, mas sua rápida negação do problema de Rosby (combinada com sua solução pró-coroa) pode nos induzir a erro sobre quão perigoso o protegido de Gyles poderia ser. As palavras de Pycelle parecem sugerir que a ala de Rosby não era apenas um adulto (e, portanto, poderia oferecer resistência à trama da coroa), mas alguém que estaria interessado na herança de Rosby como um herdeiro em potencial – e que veria como inimizade o controle do regime Lannister sobre o assunto. Naturalmente, para permanecer como herdeiro de Lorde Gyles, o protegido teria que ser um parente - alguém que pudesse ter laços de sangue com o pobre e tossegoso tesoureiro e herdar o castelo e as terras.
Digite Olyvar Frey.
O Frey com manto de arminho
Um Frey interessado na herança de Rosby pode parecer estranho à primeira vista. As Gêmeas certamente não são vizinhos próximos das terras de Rosby, nem Walder Frey é um herdeiro óbvio do legado de Rosby. Embora o atrasado Lorde Frey possa não estar na linha de sucessão de uma Casa nas Terras da Coroa, um de seus filhos pode muito bem estar: Olyvar Frey.
Olyvar Frey é o décimo oitavo filho de Walder Frey e o quarto filho de seu casamento com Bethany Rosby. Não está clara qual é a relação de Lady Bethany com Gyles, mas, seja irmã, sobrinha ou prima, Bethany era parente do Tesoureiro nomeado por Cersei. A casa Rosby pode não ser notada pela robustez, mas Bethany conseguiu dar a Walder quatro filhos e uma filha. Os dois mais velhos, Perwn e Benfrey, eram cavaleiros no início de A Guerra dos Tronos; o terceiro filho Willamen foi enviado para a Cidadela, enquanto a única filha Roslin se casaria mais tarde com Edmure Tully.
E o próprio Olyvar? Parece muito provável que, quando menino, Olyvar foi criado com seu parente, Gyles, em Rosby. Os filhos e descendentes do Senhor da Travessia já haviam morado com as casas de parentes maternos antes: Merrett Frey serviu como pajem e escudeiro para Sumner Crakehall, parente de sua mãe Amarei; Geremy Frey, casado com Carolei Waynwood, enviou seu filho e filha para Ferrobles como escudeiro e protegida. Aparentemente inexistindo outro membro da família em Rosby, Lorde Gyles seria a única opção para olhar por esse Frey meio Rosby; como Gyles não tinha filhos, talvez Gyles (ou Walder) estivesse considerando nomear um dos Freys-Rosby como seu herdeiro (da mesma forma que Leobald Tallhart desejava que Lady Hornwood nomeasse o sobrinho de seu marido, Beren Tallhart, herdeiro de Hornwood).
Olyvar, no entanto, é apresentado pela primeira vez nas Gêmeas, após a negociação de Catelyn com Lorde Walder:
– O filho de Lorde Frey, Olyvar, virá conosco – ela prosseguiu. – Deverá servir como seu escudeiro pessoal. O pai quer vê-lo feito cavaleiro a seu tempo. (AGOT, Catelyn IX)
Essa afirmação, contudo, não deveria ser tomada como evidência de que Olyvar não teria sido protegido de Rosby. Mesmo quando Robert Baratheon e Eddard Stark foram protegidos no Ninho da Águia, eles faziam visitas ocasionais a seus respectivos lares (viagens tão longas, se não mais, do que a estrada entre As Gêmeas e Rosby); além disso, quando Ned e Robert completaram 16 anos, os dois garotos ficaram livres para ir e vir do Ninho da Águia à vontade. Olyvar tinha 17 ou 18 anos durante A Guerra dos Tronos, um homem adulto, e uma visita às Gêmeas não seria algo impossível (ou sequer improvável).
Além disso, não surpreende que Walder aproveitasse essa oportunidade caso seu filho estivesse em casa em uma visita, vindo de onde era protegido. Embora Olyvar possa parecer velho demais para um escudeiro nobre - dois anos mais velho que Robb, quando a maioria dos meninos de nascimento nobre começa o serviço entre nove e 12 anos – uma criação em Rosby explicaria claramente essa situação. Gyles, sempre considerado um homem fraco e doentio, dificilmente poderia ter treinado Olyvar nos aspectos marciais da cavalaria, e quando a reputação do cavaleiro tem um impacto tão profundo sobre o de seu escudeiro, ser armado cavaleiro por qualquer outra pessoa em Rosby simplesmente não transmitiria a importância necessária da graduação de Olyvar na cavalaria. Robb Stark, por outro lado, era jovem e marcial: como o novo Lorde de Winterfell, Robb poderia instruir um cavaleiro assim como trazer honra a qualquer garoto ou homem que se tornasse seu escudeiro. Assim, Olyvar poderia se tornar cavaleiro com a cerimônia e a grandeza adequadas ao seu sangue nobre.
De sua parte, Olyvar nunca reclamou de servir a um senhor (e subsequentemente rei) dois anos mais novo que ele: em vez disso, Olyvar completou seus deveres de escudeiro com muita dedicação. Sabe-se que Olyvar lutou como membro da guarda pessoal de Robb durante a Batalha do Bosque dos Sussurros, desempenhou funções cerimoniais enquanto o rei Robb fazia audiências em sua corte e acompanhou o rei em sua campanha pelas Terras Ocidentais. De fato, sua dedicação ao Jovem Lobo era tal que Olyvar estava disposto a ignorar o grande insulto à Casa Frey que foi o casamento de Robb com os Westerling - uma indulgência não compartilhada por seus parentes Frey:
– Não era essa a minha intenção. Sor Stevron morreu por mim, e Olyvar foi um escudeiro tão leal como qualquer rei pode desejar. Pediu para ficar comigo, mas Sor Ryman levou-o com os outros. (ASOS, Catelyn II)
Enquanto Walder Frey e Roose Bolton conspiravam para assassinar Robb Stark, os Frey tiveram o cuidado de apartar aqueles membros da família que eles suspeitassem permanecerem leais ao rei que eles antes aclamavam. Olyvar e seu irmão mais velho, Perwyn, ocuparam o topo da lista:
– Tinha a esperança de pedir a Olyvar para me servir como escudeiro quando marchássemos para o norte – disse Robb –, mas não o vejo aqui. Estará no outro banquete?
– Olyvar? – Sor Ryman balançou a cabeça. – Não. Olyvar não. Partiu... partiu dos castelos. Dever.
– Compreendo. – O tom de Robb sugeria o contrário. (ASOS, Catelyn VII)
Catelyn esbofeteou-o com tanta força que lhe abriu o lábio. Olyvar, pensou, e Perwyn, Alesander, todos ausentes. E Roslin chorou... (ASOS, Catelyn VII)
“Deveres” afastaram esses leais Freys das Gêmeas na época do casamento vermelho, e “deveres” aparentemente ainda mantêm Olyvar longe de casa: nenhuma menção a ele é feita após o massacre. Se Olyvar já servira com protegido em Rosby antes, Rosby poderia parecer o local natural para onde Olyvar iria durante o Casamento Vermelho. Longe das Gêmeas e, principalmente, sem importância política, Rosby serviria como um exílio interno temporário, no qual Olyvar estaria impedido de tentar qualquer movimento tolo para restabelecer a monarquia Stark.
Olyvar, no entanto, sempre foi lembrado por sua forte lealdade pessoal a Robb Stark. Essa lealdade desapareceria com um mero encarceramento clandestino em Rosby? Ou, ao contrário, Olyvar buscaria vingança contra os responsáveis ​​pelo assassinato grosseiramente traiçoeiro do rei a quem ele havia servido tão fielmente?
O Jovem Protegido
A oportunidade de Olyvar se reafirmar começou no final de O Festim dos Corvos. Cersei anunciara seu plano de engolir Rosby com pouca consideração sobre o que o protegido de Rosby diria sobre o assunto. A rainha comentou que o protegido não era do sangue de Gyles, como se quisesse enfatizar a tênue conexão que ele tinha com a herança de Rosby. A casa paterna de Olyvar é Frey, e então Cersei - nunca muito meticulosa com assuntos que não concerniam a ela - pode nunca ter se dado ao trabalho de descobrir que Olyvar tinha descendência direta de Rosby e, portanto, simplesmente concluiu "não é do seu sangue". No entanto, mesmo sem ter o sobrenome “Rosby” ou ser descendente do próprio Gyles, Olyvar poderia representar uma verdadeira ameaça para a questão da sucessão em Rosby. Seu sangue de Rosby provavelmente seria pelo menos tão próximo da linhagem de Gyles quanto o de Falyse, ou até mais (esta última era apenas a prima em terceiro grau do falecido Lorde Rosby); além disso, o jovem Olyvar teria cerca de dezoito ou dezenove anos, suficientemente velho para causar problemas se decidisse reivindicar seus direitos a Rosby.
De fato, o protegido agiu com forte convicção durante O Festim dos Corvos (mesmo antes da morte de seu pai de criação, Gyles). Falyse, herdeira de Stokeworth, vizinho de Rosby, havia voltado para casa brevemente no início de O Festim dos Corvos, mas logo depois voltou para a capital. Sua curta jornada, no entanto, teve consequências:
– Desconfortável – lamentou-se Falyse. – Choveu quase o dia todo. Pensávamos em passar a noite em Rosby, mas aquele jovem protegido de Lorde Gyles nos recusou hospitalidade – fungou. – Guarde minhas palavras. Quando Gyles morrer, aquele desgraçado malnascido há de fugir com o seu ouro. Até pode tentar exigir as terras e a senhoria, embora legitimamente Rosby deva passar para as nossas mãos quando Gyles falecer. (AFFC, Cersei V)
A descrição desdenhosa de Falyse do protegido como um "desgraçado malnascido" não deve sugerir que o protegido não possa ser Olyvar Frey, só porque Olyvar é de nascimento nobre. Suas palavras afiadas podem simplesmente ter motivação pessoal - aborrecimento por um vizinho recusar o que deveria ser dado a uma herdeira e cortesã das Terras da Coroa, uma violação das boas maneiras entre vizinhos. Por outro lado, Falyse poderia estar se referindo à vil reputação que Casa Frey ganhou desde o Casamento Vermelho. Embora nominalmente aliados do Trono de Ferro, com Emmon Frey sendo o novo Lorde de Correrio, a traição explícita do Casamento Vermelho minou a reputação dos Frey em Westeros:
– As Gêmeas também apoiaram a causa do Jovem Lobo – lembrou aos Frey. – Depois o traíram. Isso faz que sejam duas vezes mais traiçoeiros do que Piper” (AFFC, Jaime VI)
– Guarde seu aço, sor! É um Corbray ou um Frey? Aqui somos hóspedes. (AFFC, Alayne I)
Simplesmente levar o nome de "Frey" marcaria Olyvar como parente de assassinos de reis e violadores do antigo e sagrado direito de hóspede. Falyse também reconheceu a possibilidade de que o protegido tentasse reivindicar o senhorio quando da morte de Gyles - uma sugestão, talvez, de que Falyse sabia que o protegido teria algum direito a Rosby por sangue (embora ela tenha sublinhado rapidamente que ela tinha uma pretensão mais forte - um ponto que não pode ser discutido enquanto a conexão de Bethany Rosby com a linha de Gyles permanecer desconhecida). A declaração de Falyse de que o protegido era jovem também não deveria excluir a possibilidade de ser Olyvar; presumivelmente, se o protegido fosse jovem como uma criança, o castelão de Rosby teria tomado a decisão sobre quem poderia permanecer como convidado (como fez o castelão de Rosby durante a Dança).
De certa forma, então, haveria uma ironia divertida na ação do protegido de Rosby, se o jovem fosse de fato Olyvar Frey. Embora nascido nos costumes sulistas das Terras Fluviais, Olyvar estaria ciente da importância do direito do hóspede:
Um costume notável que é mais caro para os nortenhos do que qualquer outro é o direito de hóspede, a tradição de hospitalidade pela qual um homem não pode causar dano a um hóspede sob seu teto, nem um convidado ao seu anfitrião. Os ândalos tinham algo parecido com isso também, mas é algo muito menos presente nas mentes sulistas. [...] Só o assassinato de parentes é considerado tão pecaminoso quanto as violações das leis da hospitalidade. (TWOIAF, O Norte)
Saber que seus parentes nas Gêmeas haviam oferecido falsamente ao rei Robb e à mãe a proteção do direito de hóspede e depois assassinado os convidados leais no casamento teria sido, portanto, profundamente chocante e espantoso para o jovem Olyvar. Quando Falyse Stokeworth chegou à sua porta, então - uma notória simpatizante e aliada dos Lannister - Olyvar aproveitou a oportunidade para demonstrar o quão fortemente ele ainda acreditava no direito dos hóspedes. Embora os Lannisters e seus parentes traiçoeiros não acreditassem nas obrigações de um anfitrião para com um hóspede, Olyvar mostraria que sabia o que significava direito de hóspede. Ele não se comprometeria com gente próxima dos violadores do direito dos hóspedes, recusando-se fornecer salvo conduto aos aliados daqueles que desafiavam abertamente uma das tradições mais antigas e sagradas de Westeros.
A herança de Rosby
No epílogo de A Dança dos Dragões, o problema de Rosby permanece sem resolução:
Há mais alguma coisa?
O Grande Meistre consultou seus papéis.
– Devíamos endereçar a herança de Rosby . Seis petições foram colocadas...
– Podemos tratar de Rosby em alguma data futura. O que mais?
Não está claro quem faz parte da lista de Pycelle; presumivelmente, uma boa quantidade de famílias nas Terras da Coroa tem laços por casamento com a Casa Rosby. Também não está claro se o protegido de Rosby está nessa lista, apesar de que, como os únicos membros conhecidos da Casa Rosby na narrativa moderna sejam Lorde Gyles e Bethany, os filhos Frey desta última parecem altamente propensos a ser pelo menos um ponto de discussão na sucessão da Casa.
O próprio Olyvar provavelmente não seria o primeiro na fila para herdar Rosby; seu irmão mais velho, Perwyn, deveria legalmente vir antes dele em qualquer questão sucessória. É verdade que Gyles poderia ter nomeado Olyvar seu herdeiro a fim de manter Perwyn na linha das Gêmeas (da mesma forma que Leobald Tallhart ofereceu o próprio filho mais novo para manter seu mais velho, Benfred, com herdeiro de Praça de Torrhen), embora isso pareça uma pouco provável: Perwyn pode estar à frente de seus irmãos mais novos, mas ele e Olyvar são legalmente o septuagésimo terceiro e o septuagésimo sexto na linha das Gêmeas, respectivamente. Dificilmente próximos do Senhorio da Travessia.
Se Olyvar se considera o legítimo Lorde de Rosby, ou apenas o está segurando para seu igualmente honrado irmão Perwyn (Daven Lannister considera Perwyn um "tipo decente", especialmente quando comparado ao perigoso Walder Rivers), Olyvar como protegido de Rosby teria controle exclusivo sobre a sede nas Terras da Coroa em um futuro próximo. Esse controle pode representar um forte problema para Cersei, já que seu regime fragmentado enfrenta crescentes pressões externas. Com o Jovem Aegon marchando das Terras da Tempestade, certos senhores da Campina abandonando o leão pelo dragão, e as Terras Fluviais potencialmente experimentando ainda mais agitação no futuro, a capital provavelmente experimentará um novo cerco. Rosby seria a tradicional salvação alimentar de Porto Real - mas não sob Olyvar Frey.
Em vez disso, Rosby e Stokeworth podem simplesmente assistir Cersei desmoronar com a chegada do pretendente Targaryen, alterando suas lealdades e recusando qualquer ajuda à rainha, como aquelas sedes fizeram com Rhaenyra no passado. Stokeworth é governado agora por "Lorde" Bronn, um perfeito oportunista que sem dúvida veria mais prosperidade com o Jovem Dragon do que com Cersei e seu número decrescente de aliados. Olyvar, naturalmente, não deseja ver no poder a irmã do homem a quem Roose Bolton nomeou quando esfaqueou Robb. É verdade que Aegon não é o rei Stark que Olyvar serviu tão fielmente, mas a ajuda do jovem Frey ao pretendente Targaryen viria menos de sua adesão ideológica à causa Targaryen e mais de seu desejo de vingar seu falecido senhor. A história se repetiria, com uma rainha em Porto Real sendo novamente rejeitada pelos mestres de Rosby e Stokeworth - dois lugares que ela ignorara e desprezara no passado.
Curiosamente, Olyvar pode ainda encontrar um Stark para servir, em um lugar improvável. Seu irmão do meio, Willamen, treinado como meistre, agora serve à Casa Hunter em Solar do Longarco, uma casa proeminente, juramentada aos Arryns. Também no Vale, está Sansa Stark sob disfarce, a quem Mindinho planeja dar o Ninho da Águia (por casamento) e Winterfell. Se Olyvar deseja ver o herdeiro de Robb sentado em Winterfell, Sansa seria uma escolha óbvia. A rapidez com que Willamen descobriria que “Alayne Stone” é de fato a herdeira de Stark não é clara, mas, se o fizesse, Olyvar poderia declarar que Rosby não conhece nenhuma rainha além da rainha do Norte, cujo nome é Stark.
Conclusão
Que George R. R. Martin cuida de colocar várias camadas nos mistérios importantes dos livros não deve surpreender os leitores de As Crônicas de Gelo e Fogo. A herança de Rosby é apenas um mistério: mencionado com frequência suficiente para ficar na mente do leitor, mas não com tanta frequência que se torna óbvio demais – e que, aparentemente, só serviria à politicamente irrelevante questão de quem governará Rosby - o problema de Rosby deixa muito espaço para os leitores especularem. Tendo demonstrado as restrições que Rosby e Stokeworth podem exercer na capital, durante a Guerra dos Cinco Reis, e agora ocasionando tensões iguais no regime de Porto Real, o autor conseguiu tornar a questão comparativamente menor do herdeiro de Rosby em uma das grandes implicações políticas futuras.
Certamente, Olyvar Frey como protegido ou futuro Lorde de Rosby deve permanecer por enquanto no campo da especulação. No entanto, seu próximo e conhecido parentesco com Rosby - exclusivo de seu ramo da Casa Frey, em aparentemente toda Westeros - faz dele um candidato muito provável a pelo menos o primeiro e, possivelmente, o segundo título [Protegido, Lorde]. Trazer de volta um personagem terciário leal para esmagar ainda mais o reino de Cersei pode dar uma satisfação narrativa bem-vinda à história. Embora Freys tenha assassinado o rei Robb, a senhora sua mãe e companheiros, Olyvar poderia demonstrar que nem todos os Freys precisam ser traiçoeiros - e que aqueles que toleraram o assassinato de seu rei sofreriam as consequências.
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2019.10.09 17:07 KaOhz GUIA/Estudo Formação de times - A equipe perfeita ~ Por Êxodo.

ɸ ~ Bem vindos cavaleiros de Athena ~ ɸ
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Guia e Estudo de composição de time
Em busca do time perfeito
Por: Êxodo.
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  1. Introdução ~
    É relativamente comum a dúvida apresentada por muitos de nós aqui, quantas vezes conseguimos um personagem da qual não sabíamos como usar corretamente e então recorremos ao grupo mais próximo para nos orientar, perguntando o que a maioria se questiona: “Esse personagem é bom?”, “Meu time esta forte?”, “Qual time eu uso com este personagem?”. De certo que as respostas são das mais variadas, muitas comprovadas outras apenas teóricas, em tese, a maioria dos times das quais montamos em nossa cabeça funciona, entretanto, será que na prática é assim mesmo?
    Você já parou para pensar e refletir porque de tempos em tempos tem tanta dificuldade em vencer partidas contra outros jogadores? Alguma vez chegou a justificar suas derrotas por não ter aquele cavaleiro da qual julga poderoso, mas então foi surpreendido ao ser derrotado por um time adversário que não usava sequer uma unidade de classe S? Porque isto acontece? Como vencer mais partidas? O que posso fazer para finalmente encerrar os questionamentos que faço sobre times e personagens? Continue lendo, vamos agora evoluir, nos tornaremos auto suficientes e capazes de criar nosso próprio time sem a ajuda de ninguém, vamos iniciar o estudo de composição de time!
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2.0 – Alicerces e estruturas.
Iniciaremos então do princípio. ( Guia datando o dia 09 de outubro de 2019, apenas incluso no guia personagens já disponíveis para jogar na versão do Saint Seiya Online Knights of the Zodiac )
Vamos de início citar algumas coisas óbvias. A maioria dos personagens disponíveis são uteis, independente de seu Rank, devido a isto, você deve ter em mente que seu time pode ser muito forte sim apesar de não ter ainda nenhum da categoria S.
 ~(>*-*)> S2 Intervalo discreto S2 <(*-*<)~ 
Ao enfrentarmos outros oponentes, vamos no deparar com diversas situações de estratégias, que podemos englobar umas nas outras ou ate mesmo categorizar de formas diferentes cada uma, da maneira que preferirmos, pois bem, ao iniciar uma luta temos que saber uma coisa para vencer: “Se conheces a ti e a teu oponente, de todas as batalhas que travar sairá vitorioso” Ok? Basicamente, se você inicia uma partida sem saber o que seu personagem faz, sem saber o que o outro personagem do adversário faz, suas chances de derrotas são altas. Veja só; O Cavaleiro de Ouro Mu de Áries tem as seguintes habilidades;
• Muralha de Cristal; Coloca um escudo que absorve certa % de dano. • Extinção estelar; Causa dano em área em determinado dano + Dano absorvido pelo escudo da Muralha de Cristal.
Ele é um Cavaleiro que funciona da seguinte forma, para causar dano relevante é necessário que o Escudo absorva o máximo de dano possível, para que ao usar a habilidade de dano em área você possa explodir todos do time oponente. Depois de ler parece obvio não é? Nem tanto, é comum ver pessoas cometendo muitos erros semelhantes, como por exemplo:
//Luna; Se o alvo não receber nenhum status negativo ele poderá atacar 2 vezes no mesmo turno, com a possibilidade de receber um ataque extra.
//Aldebaran; Marca um inimigo, pelo custo de uma rodada ele causa % de dano no alvo. Habilidade é cancelada se receber 4 golpes.
//Grande Mestre; % de redirecionar o dano causado a unidade com mais PV, a % aumenta se Outra Dimensão estiver sendo usada.
Agora me diga, como você pode vencer alguém sem saber que o ataque duplo da sua Luna pode ser impedido por um ataque básico, se este tiver algum efeito para debilitar? Por isto, ao montar o seu time, saiba o que esta colocando, o que cada um faz, ou você só estará entregando seu time à sorte do universo. ;)
2.1 – Explorando pontos Fracos e Pontos fortes.
Oras, é óbvio que se você colocar um Aiolos, Luna, June, Kiki Marin e Daidalos; perder seu Aiolos contra um oponente qualquer, você estará prejudicado. É uma matemática básica, não é um erro de composição por assim dizer entretanto você esta criando um time baseado em apenas um causador de dano, então se você perder ele o que fará? Falaremos das categorias de times mais para frente, por agora, se estamos falando do Aiolos temos que ressaltar seu enorme dano em um único alvo, seu ponto forte, que não acaba por aí se bem explorado, ainda pode causar muito mais dano além de muito provavelmente levar um Cavaleiro para a cova por turno... mas nada é tão simples. Seu ponto forte é seu dano explosivo, em contrapartida seus ponto fracos precisam ser remediados. Ele usa uma quantia de energia elevada para alguém que precisa matar com urgência, ele é frágil e sucessivo a acerto de status, não entraremos nos pormenores das build, falando de modo geral, ou ele mata ou morre. E agora? Se conhecemos nosso personagem assim como os outros já lançados, vamos ter que lidar com esta situação. Logo, vamos remediar seu problema com a energia, quem melhor para fazer isto do que o Kiki? Este nosso santo equipado com a runa certa te fara iniciar a partida com 5 energias, sendo 4 para o Aiolos. Logo, neste round ele irá matar alguém. Suponhamos que você vá atacar alguém, vamos voltar ao raciocínio lógico anterior, conhecendo o adversário, se ele tiver um Aldebaran e um Shura, quem você vai matar? É provável que o Taurino não morra em um golpe, você irá abrir espaço para ele se defender e virar o jogo. Não podemos errar, assim como Aiolos tem pontos fortes outras unidades também tem, devido a isto, ataque o mais frágil : Shura!
Mas, não é tão fácil assim... O oponente tinha uma June, que distribui o dano entre seus parceiros de time impedindo seu Aiolos de matar em um golpe, e agora? Bom, você poderia por em seu time um controlador de grupo, que nada mais é do que uma unidade cuja qual impedirá seu adversário de agir, seja stunando, silenciado ou ate mesmo aplicando confusão. Mas e se seu oponente também tiver um controlador e te impedir de se defender? Você pode pensar que esta tudo acabado, mas não está, se todos atacam antes do Aiolos basta que você faça ele atacar antes usando o Ichi.
• Ichi é capaz de aumentar a velocidade de uma unidade em mais de 80%
Com esta habilidade você fará, além do personagem buffado proporcionar um dano maior em breve, uma vantagem no presente que é extremamente necessária para te levar a vitória. Tecnicamente, você vence a partida com 3 personagens, Kiki, Ichi e Aiolos. Dois rank baixo e um rank S.
De resto, é situacional.
Isto não é uma composição de time, é um exemplo prático da importância em conhecer os personagens e cada utilidade que eles tem dentro do jogo, são peças, unidades, que colocados em harmonia funcionam de forma quase perfeita.
2.2 - Derrubando os pilares ~
É fundamental admitir que para construir um time devemos também saber como destruir qualquer equipe. Já que, este conhecimento vai nos esclarecer da forma que nos faça errar menos durante a criação da nossa composição, deixando menos brechas, criando mais oportunidades. É um tópico relativamente simples, mas que novamente, muita gente erra durante seus combates. A precisão obtida de destruir um time é a priori difícil, exige treino e experiência de combate para que você verifique com o passar dos dias qual é a peça fundamental do combo que seu oponente criou. Mas posso citar alguns exemplos clássicos atuais. Inicialmente, coloquemos o time citado anteriormente do Aiolos mas nas mãos do adversário, o time dele contem Aiolos, Kiki, June, Ichi, Luna e Marin. Certo? Ele provavelmente vai matar um personagem seu no primeiro turno, isto se você não conseguir segurar o dano, logo após, na primeira oportunidade ele vai usar o cipó da June para dividir o dano entre os membros da equipe, a maioria das pessoas teria a tendência de atacar a Marin ou o Sagitário, mas porque não iria funcionar tão bem? Atacar a Marin não seria eficaz pois você iria demorar demais para matar, pois o cipó estaria te atrapalhando mais que a própria cura, sem falar que a Luna pode dar dois ataques pra Marin e ela facilmente ficaria com HP cheio. O mesmo acontece com Aiolos, um pouco menos pior pois a Marin tem um bônus de cura sobre si mesma que a torna mais difícil de morrer com uma boa defesa como suporte. Ambos alvos são possíveis, um mais do que o outro, mas iria demorar muito, e vocês conseguem perceber o porque? A June! Ela é o verdadeiro problema, se um Milo mataria o Aiolos em um golpe de sorte, ele já não o fará se ele estiver protegido pelo cipó, que é o verdadeiro problema. O mesmo acontece com um time onde contem Luna, Aldebaran e Milo. Pode funcionar matar os danos primeiro, mas não seria tão eficiente quanto se a Luna morresse primeiro, já que ela é a engrenagem principal que irá te fazer ter dor de cabeça. Eliminar a Luna não elimina a ameaça, mas diminui drasticamente e te da uma porcentagem muito maior de chances de vitória.
• Temos até aqui uma informação extremamente importante, o time perfeito tem controle, dano e suporte. O tanker exerce papel fundamental para uma vitória, e então, começando a analisar o básico da estrutura de uma composição começamos a incorporar a verdadeira alma do sucesso, a flexibilidade e a criatividade que vão nos levar ao topo, o time perfeito.
3.0 – Equilíbrio é relativo. Criatividade é importante.
Depois das análises anteriores já conseguimos perceber como flui um time em sua estrutura mais simples, vamos agora por no papel e criar regras e categorizar cada função e objetivo. Não há nada de absoluto nas regras de uma composição, quero deixar bem explícito aqui que a criatividade é a chave da vitória, que você antes de recomendar este tutorial a alguém pode e deve continuar passando suas recomendações, a pessoa deve apenas ler para encontrar o equilíbrio e o esclarecimento de algumas verdades, que passam despercebidas por muitos.
Há uma frase que diz: “As chances de vitória são concebidas a você pelo seu inimigo, já as chances de derrota são concebidas por você.” Temos aqui uma verdade incontestável, você JAMAIS conseguirá forçar uma batalha ao seu favor já que se vencer será porque seu oponente errou, o mesmo se da no caso contrário, desde a maneira que montaram seu time até mesmo no desenrolar do combate.
Se quiser vencer, evite erros.
Se os dois estão evitando erros, o primeiro a errar morre, aproveite as oportunidades.
Pense nisto, observe quem seu oponente foca, este é um game muito focado em PvP mas a maioria joga de qualquer jeito, se aproveite disto. Temos, então, entre incontáveis composições algumas que se destacam.
• All in: Famoso tudo ou nada. Composição destinada a atacar e destruir o oponente na menor quantidade de turnos possível. Por enquanto temos personagens limitados para este tipo de formação, mas daqui algum tempo será meta. Pode ser formado por 4 DPS, sendo alguns deles versáteis contendo cura, freeze ou stun, etc. E um suporte, provavelmente Kiki, para poder adiantar o meio do jogo e o final o quanto antes. Bom contra times sem defesa.
• Full Counter: Formação defensiva normalmente formada por personagens fim de jogo ou com reflexão de dano altos. Mu e Máscara da morte, por exemplo. Bom contra equipes equilibradas e dano em área.
• Equilibrada: Composição simples, normalmente tem 2 dps, 1 suporte, 2 tanker, 1 controle. Útil em qualquer situação.
• Defensiva. 1 DPS, 2 tanker, restante suporte. ( controle opcional ) importante debuffer ( Saori por exemplo ). Bom contra explosão.
• Explosão: 1 OU 2 High Damage, muita proteção, controle e cura opcional. Bom contra Dano em Área .
• Controle e DPS: Danos por segundo, envenenamento, queimadura, passivas, freeze. Formação de dano que engana muito, pode ser formada por Shaina, Ichi, Ikki, Hyoga, Camus, etc. Bom contra Dano em área , time equilibrado e time defensivo.
• AOE, dano em área: Costumeiramente requer muita energia, dano massivo em área, composição versátil. Pode requerer a presença de um Kiki, pode ter ate 2 AoE, costumam usar 3+ de energia. Podem ser usados para all in se passar de 2 AoE. Normalmente tem tanker e healer, não costuma por controle para não usar energia a toa ofensivamente já que isto é trabalho das unidades de dano. Mas não é regra. Bom contra time defensivo.
• Fim de jogo: Quem não tem pressa nenhuma de acabar a partida no começo, segura até o fim. Pode conter Mascara da morte, Afrodite, Grande mestre. Bom contra time defensivo.
As composições são variadas, não é necessário nomear elas, mas é importante identificar qual usa e qual estão usando para tirar um melhor proveito da situação. Além do mais, se não houver harmonia na criação irá virar uma formação da qual chamamos de Frankenstein, quando você junta qualquer coisa e espera que de resultado por algum motivo. Por exemplo: Camus, Milo, Saga, Marin, Afrodite e Atena.
3.1 – Formação geral.
Vamos agora parar de falar de possibilidades e finalmente montar nosso time. Já entendemos muitas coisas, sobre pontos fortes, pontos fracos, já conseguimos compreender sobre os personagens e suas utilidades, diversas formações, como vencer e perder partidas, a importância de focar certo e compreender a situação no campo de batalha, mas não é só de possibilidades que a gente vive e ninguém esta aqui para fritar a cabeça. Queremos solução, e por isto, devemos criar o time que funciona melhor de forma geral, que qualquer um pode montar e se dar bem. Sabendo que apesar do time ser bom, o essencial vai ser entender o time adversário para poder derrotar na primeira morte. Vamos lá.
3.2 – O de sempre.
Primeiro precisamos ter em mente uma coisa, quem você quer usar? De verdade? Shura? Mu? Aioria? Decida quem você quer para causar dano e coloque lá. Se for só 1 dano seria time de explosão, não é o caso porque esse time teria muito ponto fraco. Então teremos que por outro Dano, para ter 2 DPS, mantendo o equilíbrio de energias. Se algum usar muita energia será necessário por o Kiki, do contrário mantenha somente os dois. Após ter o dano, você precisa de uma defesa, terá que manter seu time vivo de alguma forma, seja com June, Mu, Cassios e ate mesmo Grande Mestre pode ser considerado um tanker suporte.
Mu um tanker com Dano. June não agrega muito ao time, se puder seria bom não usar apesar de ajudar bastante no decorrer do combate. Você vai precisar de um controle, Moses ou Sacerdotisa, pode ter um só pois ele vai te ajudar a se manter vivo, evitar ser explodido e vai poder acabar com a composição do time adversário dependendo de qual seja. 1 suporte, podendo ser este debuffer ( Daidalos ), buffer ( Luna, Nachi, Kiki ) etc. Por último você pode por alguém importante que se encaixe e combe com seu time, isto vai depender do que você montou e de quem usou para montar.
Um time equilibrado é um time com dano, defesa e preparado para qualquer situação e contra tempo, contendo 2 DPS, 1 Controle, 1 Suporte, 1 Tanker e 1 Que agregue o combo ou Healer. Com esta fórmula você vai poder matar, sobreviver, controlar e se manter de forma equilibrada neste meta atual. Mais pra frente o meta vai se voltar para o All in, porém como não chegamos lá ainda, devemos nos focar em vencer da forma que podemos.
4.0 – Agradecimentos.
OBRIGADO para quem leu. É um tutorial básico para quem costuma perguntar sobre formação, quem tem duvidas sobre unidades e para quem perde muita batalha sem entender o porque. Sei que são muitas pessoas, por isto decidi ajudar, mesmo que de uma forma tão simples, almejo me aprofundar mais no assunto para ajudar quem já está mais avançado.
Obrigado a todos. Gostaria de deixar uma ressalva; é comum ver um time do top 1 em alguma arena, e ao copiar, nós perdemos mais batalhas do que deveríamos, pois, não se trata somente de time, mas também de acertos. Matar a pessoa certa é fundamental, a pessoa certa é aquela que faz o time todo funcionar. Nem sempre é um só.
É isto :)
Tier List: ( https://docs.google.com/spreadsheets/d/1mX90ma9XMyAF_yBG-krnjHt_MghbSy9XjpB7SC39LV0/htmlview# )
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